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A referência

Abril 24, 2008

Não sou daqueles que gostam de comentar sobre o co-irmão. Mas o que está acontecendo desde a virada dos vermelhos sobre o Paraná me motivou a digitar algumas linhas. 

De fato não acompanhei o tal jogo, apesar de estar torcendo, logicamente, por um triunfo paranaense. Portanto, tenho duas fontes de referências: a imprensa esportiva e os torcedores do rival. 

Ao chegar no local de trabalho, me deparei com bandeiras e sorrisos escancarados, coisas que eu já esperava na sequencia da carreata de ontem. Analisando assim friamente o placar (5×1), toda esta festa se justifica.

Mas ao buscar na imprensa as informações sobre a partida constatei que o mundo do futebol não havia virado de cabeça para baixo. Fiquei aliviado. Mais uma vez, a arbitragem foi figura decisiva em favor do time da beira do lago em mais uma das passagens ”épicas” do tal clube, espero que todos lembrem o jogo contra o Nacional na Libertadores 2006.

Mas afora a partida o que quero comentar aqui é um comportamento de torcida, que mesmo na fase ruim que estamos passando me faz sentir orgulho de ser gremista. 

Ao conversar com amigos colorados ontem, o que eu ouvia eram frases do tipo: “é brabo, vai ser difícil” ou “mais uma touca pra nos tirar da competição”, “acho que não dá”. Como não me considero tão ingênuo, sei que por trás destes comentários estava o medo de não conseguir a virada que estava sendo trabalhada a semana toda. Ou seja, eram comentários covardes, carregados de medo de passar por mais uma humiliação que foi rotina para estes torcedores durante mais de 20 anos.

Aí começo a lembrar o lugar de uma coisa importante no futebol do Brasil e talvez do mundo. Os donos das façanhas, dos embates épicos e das batalhas somos nós. É incrível como os rivais inconcientemente admitem isso, como se tivessem a obrigação de desconfiar do próprio time nos momentos mais difíceis.

 Nós não temos este medo, vamos para a virada mesmo. Antes dos jogos deste tipo fazemos campanhas de “eu acredito”. Não é à toa. Temos referencial na história do clube para buscar esta confiança. Heroísmos deste tipo são constantes na história vitoriosa do Grêmio.

E hoje ouvi de colorados que foi maravilhoso, que a torcida estava demais. Como se isso fosse algo fora de série. Co-irmãos, estamos acostumados com isso. E melhor: o fazemos sem a ajuda dos juizes (geralmente eles estão do outro lado).

Por fim, eu quero deixar aqui registrado que autorizo os torcedores rivais a usarem mais uma vez o nosso modelo. Já copiaram a torcida, perguntaram para os nossos dirigentes como fazer para conquistar o mundo. Então que simplifiquem esta balela toda e digam: “o jogo de ontem foi maravilhoso, pois o inter parecia o GRÊMIO!”

 

Tá, deu!

Março 18, 2008

E deu mesmo. Tá na hora do cara ter a sequência dele. Entra bem e faz gols, sabe fazer a parede, gosto muito do estilo dele. Melhor apostar nele do que no Reinaldo que infelizmente ainda não desembarcou por aqui.

  

Ela está entre nós

Março 10, 2008

A vitória magra de ontem terminou com um detalhe muito importante. Ao escapar do gol no último segundo do jogo o Tricolor mostrou que a imortalidade segue entre nós em 2008. Foi o 1° lampejo do ano.

Língua afiada

Março 7, 2008

Ele joga muito, já mostrou que está afim, diz que até vai marcar e agora ainda provoca os morangos. Eu estou entre aqueles que acreditaram nele desde o início, mas cada vez mais Roger conquista a massa tricolor. É isso aí, vamos pelas beiradas. Só assim pra vencer o poderoso clube da beira do lago. Só esperamos que desta vez o Veranópolis não abuse.

Valeu, Mano!

Novembro 30, 2007

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Bom, é complicado falar sobre a saída de Mano. Parece que a coisa ficou incompleta. De fato, concordo que não há mais como o comandante se manter, e manter o alto rendimento por mais uma temporada, mas que dá uma sensação de quero mais dá.

O fato é que houve uma troca justa entre Mano e o Grêmio. O time soube segurá-lo quando necessário  e ele retribuiu com trabalho mais do que competente, justificando a relação de confiança. É ótimo profissional, parece ser também ótimo como pessoa, e se identificou afetivamente com o tricolor. Parece aquele amigo que vai morar longe por um tempo, sem uma data definida para voltar.

Apesar de tudo isso, vale lembrar que ainda existe e existirá sempre o Grêmio. Vejo muitos torcedores falando e comentando que agora se foi a garra, a alma, a vontade. Não é bem assim. Mano se identificou com isso, mas estas são características do clube e da sua torcida, ele soube entrar no embalo e utilizar quando precisou.

É isso que eu peço no novo técnico do tricolor. Que saiba usar as características do Grêmio. Tem que ser bom de tática e estratégia e contar com alguma qualidade, não precisa fazer jogar bonito. Me agrada o nome de Mancini.

Tenho certeza de que Mano vai voltar ao clube, assim como Felipão e Renato. Enaquanto isso, torço para fazermos com Wagner o mesmo que já estamos acostumados: apoiar e receber belo trabalho como gratidão.

Valeu Mano, obrigado por ter se dedicado ao tricolor e que os tempos em que esteve conosco sirvam de base quando te deparares com possibilidades escassas de sucesso. Tenho certeza de que será um profissional diferenciado por ter tido o privilégio de aprender e ensinar no Grêmio.

   

Sacanagem!

Novembro 8, 2007

A notícia da suspensão de Pelaipe revolta ao mesmo tempo em que assusta. Claro, nós já estamos acostumados com os critérios extremamente duvidosos dos tribunais para com o tricolor. Na minha opinião, não devemos nos curvar. É certo que exageros por parte do clube acontecem (vide caso Tcheco), mas daí a suspender Pelaipe por 360 dias é absurdo.

Vejamos, Gavillán deu um soco em Valdívia e pegou 180 dias de suspensão. É justo, apesar de ter sido provocado agiu de forma incorreta. Agora, Valdívia comete a mesma agressão 2 vezes e leva uma punição de apenas 5 jogos, isso não dá 60 dias. Estamos falando de 1/3 da pena para o dobro da infração. Como não questionar o tribunal?

A politicagem é notória, e, com atitudes ditatoriais, como a que teve com Pelaipe, o STJD se blinda contra as queixas.

Já vem de longa data esta falcatrua. Vejamos, o co-irmão, com medo, sentimento comum nas bandas de lá, já abriu mão duas vezes de lutar pelo título de 2005 por causa disso. Recorreu à FIFA, entidade da qual se orgulha tanto  (não sei porque) e levou um “que se dane” como resposta (resposta, aliás trivial da entidade para com este clube). 

Claro, como os únicos representantes gaúchos do certame nacional temos que nos apresentar, e o que fez Pelaipe, ao criticar os membros da “injustiça” é no mínimo um desabafo que deveria ser respeitado no meio de tantos pesos e medidas diferentes.  Qual será a punição para o “querido” Petraglia então?

Saudações tricolores!

Outubro 31, 2007

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Sejam bem-vindos ao mais novo blog (entre zilhões, diga-se de passagem) que pretende relatar as experiências de alguns gremistas doentes na grande rede. A proposta do blog é trazer as experiências de cada um em relação ao tricolor e os sentimentos dia-a-dia, jogo-a-jogo.

Este site será alimentado por textos que para torcedores de outros clubes podem parecer sem sentido, mas para nós serão bem claros. Afinal qual torcida poderia se dar ao luxo de imaginar o seu time confirmando a vaga na libertadores do próximo ano contra o Corinthians, em casa, após perder 2 homens expulsos, aos 49 do segundo tempo com gol de cabeça do goleiro?